terça-feira, 7 de agosto de 2012

Instrução da Madrugada - Marcelino Castro Neves

INSTRUÇÃO DA MADRUGADA                                             02/08/2005
Instrutor: MARCELINO CASTRO NEVES

Os ESPÍRITOS são como centelhas saídas do íntimo potente do CRIADOR e são obras primas que viverão com ELE, por toda a Eternidade. Não sabem nada da vida que terão e precisarão tomar tento em seu crescer, de todas as ciências, até se tornarem completos e se transferiram para o mundo divino e aí gozem a felicidade absoluta. É eterna a criação de novos ESPÍRITOS e podemos comentar sem erro que o espaço universal para abrigo de crescente população, é expansivo de modo infinito. Esta realidade, se ainda não cabe no raciocínio é porque o nosso raciocínio ainda é curto, porém, ele se alongará tanto, que acabaremos por compreender as ações extraordinárias do CRIADOR, pois, no dizer de JESUS, seremos unos com ELE e os seus milagres.

Aquele que vê o panorama, a tranqüilidade, a beleza perene, a transparência dos seres, a facilidade de movimentação em velocidades variáveis, até ultrapassando a da luz, se impressiona que, lá no plano material os terrenos se preocupem exageradamente com valores que apodrecem e se transformam em poeira, em descaso aos tesouros espirituais que vão sendo conquistados num crescendo, por absolutos méritos. E, mais que isso, não entende senão como ignorância enorme, alguns que reajam contra a fé que se avulta naqueles algo sensíveis, que crêem firmemente nesta Vida maravilhosa a qual, mesmo renteando as linhas demarcatórias do Umbral, é impressionantemente bela.

Dizem alguns lá embaixo, pensando estar com a verdade: “Após a morte só o pó fica restando da matéria que nos forma! Somos carnes, ossos, nervos e humores! Nada mais!” Pois, sim, não estamos, a milhões de léguas dos cemitérios que guardam o pó dos despojos carnais usados pelos ESPÍRITOS que desencarnaram e, na mesma distância, da cama onde ficaram os corpos dos encarnados que aqui estão ouvindo estes comentários? Então, nos cabe pulverizar em nós, em definitivo, alguma dúvida e esse mito do nada após a morte da matéria, com o qual tantos, até bem preparados intelectualmente, se enamoraram, contra uma realidade que divina.

DEUS e vida eterna, afirmam homens incrédulos e materialistas, não passam de invenções inconseqüentes de pobres ignorantes que sonham com o impossível! O Céu das anunciadas bem-aventuranças são fantasias de loucos varridos, embora mansos, que viveram na TERRA e hoje, deles não resta mais do que pó. Mas, quanto a nós, apiedemo-nos deles, porque seus olhos também se abrirão para esta realidade que testemunhamos admirados, por tanta beleza, realeza, pureza e leveza e terão vontade de gritar, lá entre os demais incrédulos a todos os ventos, que é verdade que há uma outra vida após a vida curta na matéria! Que DEUS, como AUTOR da imensidão infinita da CRIAÇÃO, existe e é nosso PAI a nos esperar, reconhecidos ao seu gênio e ao seu amor.

Como dissemos, os ESPÍRITOS são como centelhas saídas do íntimo potente do CARIADOR e nada, absolutamente nada, mudará essa realidade. Os que crêem assim já caminham na vanguarda embora tenham de ir muito além para o encontro triunfal com DEUS, mas, aquele que descreu da vida após a morte, ao abrir seus olhos de ver, cairá por terra e dirá emocionado: Creio! Agora creio, como os demais, que sou imortal filho do DEUS do qual trocei por minha ignorância e insensibilidade. E dirá mais: perdoem-me os irmãos que cuidaram de mim, desde esse mundo incorpóreo, a minha empáfia ridícula ao afirmar que só o nada existia após a falência das formas humanas. Agora, envergonhado, porém alentado e feliz, creio em DEUS e na exuberante vida além das tumbas!


           M A R C E L I N O   C A S T R O   A L V E S
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sábado, 4 de agosto de 2012

Mediunidade I

"O desenvolvimento da mediunidade guarda relação com o desenvolvimento moral dos médiuns:
Não; a faculdade, propriamente dita, se radica no organismo; independe do moral. O mesmo, porém, não se dá com o seu uso, que pode ser bom ou mau, conforme as qualidades do médiuns."
Allan Kardec - O Livro dos Médiuns, Cap. XX.

Doença e Cura II

"A prece, que é um pensamento, quando fervorosa, ardente, feita com fé, produz o efeito de uma magnetização, não só chamando o concurso dos bons Espíritos, mas dirigindo ao doente uma salutar corrente fluídica." Allan Kardec, Revista Espírita, set 1865, "Da Mediunidade Curadora".


"Se, porém, mau grado aos nossos esforços, não o conseguirmos, devemos suportar com resignação os nossos passageiros males.
Lembremo-nos de que lesões e chagas, frustrações e defeitos em nossa forma externa são remédios da alma que nós mesmos pedimos à farmácia de Deus."
Seara dos Médiuns - Emmanuel.

Doenças e Curas

"As doenças fazem parte das provas e vicissitudes da vida terrena; são inerentes à grosseria da nossa natureza material e à inferioridade do mundo que habitamos."
Allan Kardec, O Evangelho Segundo o Espiritismo, cap XXVIII.


"Se Deus não huvesse querido que os sofrimentos corporais se dissipassem ou abrandassem em certos casos, não teria posto ao nosso alcance meios da cura.
A esse respeito, a sua solicitude, em conformidade com o instinto de conservação indica que é dever nosso procurar esses meios e aplicá-los."
Allan Kardec, O Evangelho Segundo o Espiritismo, cap XXVIII.