quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Instrução da Madrugada - Cabelos Longos e João Bento

INSTRUÇÃO DA MADRUGADA                           12/09/2005
Instrutor: CABELOS LONGOS

Salve, irmãos da TERRA! Saudemos o GRANDE ESPÍRITO, pela vida, pelas aguadas e pelas manadas de búfalos, pelo fôlego de nossos peitos e pela força de nossos músculos!
Este homem índio, por todos os índios da TERRA, tem a pedir aos brancos, cara-pálidas, que respeitem a vida das raças indígenas porque, também, elas fazem parte da Humanidade terrena...Também é da criação do GRTANDE ESPÍRITO. Os índios têm muito amor em seus corações e amam os seus velhos, os seus caçadores, as suas mulheres e os seus filhos e têm respeito aos brancos.
É difícil lembrar que os índios tenham atacado as cidades dos brancos para roubar e é comum que brancos tenham invadido a terra dos índios, incendiado as suas aldeias e deixado a morte e a desgraça em seu lugar. Por que tudo isso se a TERRA é grande, dá para todos e índio também é gente?
            Também, este homem pede aos índios, que confiem na justiça do GRANDE ESPÍRITO, que sabe o que cada um precisa sofrer, para ficar puro e formoso. Salve.

           C  A  B  E  L  O  S      L  O  N  G  O  S
 
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INSTRUÇÃO DA MADRUGADA                            12/09/2005
Instrutor: JOÃO BENTO

A DEUS, Nosso Senhor, todos os negros devem pedir perdão, pelo ódio que deixaram invadir e envenenar seus corações. O ódio expulsa o amor do coração, fazendo o negro ficar de alma negra, pela vingança que pensa fazer e faz!
DEUS é um PAI de amor e os negros são filhos d’ELE, como todos os demais do mundo. Devemos compreender que nada de mal acontece ao homem, sem que haja um motivo e esse motivo é o mal que ele tenha feito. Já pensaram quantas vezes os ESPÍRITOS têm encarnado na TERRA? Uma vez só, não, mas, centenas de vezes, sim!
Eles estiveram entre os bárbaros e foram bárbaros, estiveram na terra de JESUS e foram rebeldes com certeza, e em quantas guerras tomaram parte, matando e morrendo? Quanto mal e quanto bem já fizemos? Podemos saber, porque quando um bem nos vem é porque fizemos bem e quando um mal nos alcança é porque o fizemos. Pela alegria que transmitimos, teremos alegria e, pelas lágrimas que fizemos derramar, nossos olhos também farão correr muitas lágrimas. É a justiça alta de DEUS que nos alcança.
O sofrimento dos negros é igual ao sofrimento que eles fizeram, antes, aos seus irmãos de caminhada. DEUS é amor e corrige o mal dos seus filhos com a dor bendita que cura e salva! Salve ELE!

                  J  O  à O      B  E  N  T  O 
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Vírus destruidor - Joanna de Angelis e Divaldo P Franco

          A intriga é semelhante a um vírus destruidor que se multiplica rapidamente, aniquilando a organização de que se nutre.
Imiscui-se sutilmente e prolifera com volúpia, irradiando a sua morbidez devastadora.
Com facilidade transfere-se de uma para outra vítima, conseguindo gerar o ambiente pestífero que lhe é próprio.
O intrigante, por sua vez, é enfermo da alma, portando graves distúrbios emocionais e morais.
É invejoso, e transfere-se da conduta deplorável que lhe é característica para a das acusações perniciosas; é portador de complexo de inferioridade, mantendo sentimentos competitivos com os demais, e porque não possui os requisitos hábeis para vencer, oculta-se na intriga, mediante a qual denigre aquele de quem se faz opositor; é perverso, porque respira mágoas a respeito do seu próximo, que procura anular através das covardes assacadilhas...
Urde planos nefastos e mascara-se com sorrisos pérfidos com que engana as suas vítimas, enquanto as combate com ferocidade.
Sempre armados, a sua imaginação corrompe tudo quanto ouve e vê, adaptando à vérmina que traz no pensamento. Ninguém se livra da intriga insidiosa e cruel.
São célebres na História da Humanidade as intrigas palacianas...
Nas cortes, onde a frivolidade e o ócio predominavam, as intrigas no passado, assim como no presente, têm sido o alimento mantenedor dos parasitas morais que as constituem.
Quase todas as criaturas têm sido abaladas pela insídia da sua maldade, derrubando potentados e afastando pessoas nobres da execução dos seus elevados ideais.
Tronos são derruídos pela insídia da intriga; reis e potestades tombam nas malhas que as asfixiam.
A intrig é irmão gêmea da traição que se homizia no âmago dos Espíritos infelizes.
Todo grupamento social, político, acadêmico, popular, religioso, cultural ou de trabalho e de lazer, é vítima dos profissionais da intriga, neles integrados com os nefandos objetivos de os desagregar.
...E a intritga campeia a soldo da insegurança, da imaturidade psicológica das criaturas humanas.
O intrigante é instrumento dócil das Trevas que pretendem manter a sociedade na ignorância, no atraso moral, a fim de nutrir-se das emanações humanas que vampirizam.
Movimenta-se com facilidade porque é pusilânime, tornando-se hoje amigo daquele que no passado feriu, e assim, sucessivamente, em relação às pessoas que, no futuro, serão suas vítimas.
Alegra-se ao ver os distúrbios que provoca sem deixar-se trair, sorrindo de prazer ante as injunções penosas que a sua conduta reprochável dá lugar.
Encontra-se em toda parte, por constituir larga fatia da sociedade inditosa que se compraz na maledicência, nas observações distorcidas...
São necessários antídotos vigorosos para sanar essa epidemia ou muita água em forma de paciência e compaixão para apagar os incêndios morais que provoca.
A intriga é semelhante a cupim que destrói a fonte de onde retira o alimento, sem deixar vestígios externos, até o momento em que se desorganizam as estruturas nas quais se refugia.
* * *
Fecha os ouvidos à persuasiva palavra simulada do intrigante, que te escolhe para a catarse da própria desdita.
Não passes adiante a informação infeliz que ele te transmite com o objetivo de envenenar-te o que, invariavelmente, consegue.
Abafa a intriga que te chega ao conhecimento no poderoso algodão do silêncio e da dignidade.
Desarma-te, em relação ao teu irmão, adquire autoconfiança e autoconsciência, que te instrumentalizam para não aceitares a morbidez da intriga destruidora.
Mesmo no colégio galileu, a intriga e o ciúme campeavam, culminando na traição de Judas e em negação de Pedro em referência a Jesus, que sempre os amou.
Sê fiel ao teu ideal, mantendo lealdade com relação àqueles que constituem a tua família biológica, quanto a espiritual.
Não agasalhes informações nefastas, deixando-te contaminar pelo morbo sempre ativo da intriga.
Respeita a concha dos teus ouvidos, preservando-a da intriga e dignifica a tua voz não a propagando, dessa maneira deixando-a diluir-se no oceano da tua conduta moral.
Aqueles que se permitem criar embaraços ao seu próximo, acusando-os, indevidamente, tecendo as redes das informações malsãs, vigiando-os de forma implacável, empurrando-os na direção do abismo do desânimo e do sofrimento, tornam-se responsáveis pelo mal que lhes venha acontecer.
São as mãos invisíveis que os asfixiam e as forças infelizes que os comprimem, derrubando-os pelo caminho da evolução.
Se alguém, por acaso, não corresponde à tua confiança, nem retribui o teu comportamento sadio, não te aflijas, porque o infeliz é ele que, ingrato, não é capaz de compreender a beleza nem o significado da amizade legítima.
Em qualquer circunstância, sê aquele que vive com elevação e honradez, a fim de que longos e saudáveis sejam os teus dias na viagem abençoada pela Terra.
Divulga o bem e canta a glória da afeição pura, entronizando na mente e na emoção, os valores da alegria defluente dos deveres retamente cumpridos.
Embora aceito pelos frívolos, o intrigante é detestado e temido por todos, que lhe conhecem o caráter e percebem que, de um para outro momento, poderão ser-lhes vítimas também.
O que fazem com os outros, certamente farão contigo, sem compaixão.
* * *
Jesus recomendou a vigilância e a oração como terapia preventiva e curadora, para uma existência digna e feliz.
Vigia as nascentes do coração para que nelas brote a água lustral do amor que se expande, enquanto orarás, arando com os tratores da caridade, os solos humanos que a vida te oferece.
Intriga, jamais!
 
Joanna de Angelis
Página psicografada pelo médium Divaldo Pereira Franco, na sessão mediúnica
da noite de 10 de setembro de 2012, no Centro Espírita Caminho da Redenção,
em Salvador, Bahia.
Em 24.09.2012.

Pensamento de Kardec, registrado no livro Obras Póstumas

“A ingratidão é uma das imperfeições da Humanidade e, como nenhum de nós está isento de censuras, é preciso desculpar os outros, para que nos desculpem, de sorte a podermos dizer como Jesus Cristo: “atire a primeira pedra aquele que estiver sem pecado”. Continuarei, pois, a fazer todo o bem que me seja possível, mesmo aos meus inimigos, porquanto o ódio não me cega. Sempre lhes estenderei as mãos, para tirá-los de um precipício, se se oferecer oportunidade. Eis como entendo a caridade cristã. Compreendo uma religião que nos prescreve retribuamos o mal com o bem e, com mais forte razão, que retribuamos o bem com o bem. Nunca, entretanto, compreenderia a que nos prescrevesse que paguemos o mal com o mal.”
 
 

208 anos de Nascimento de Allan Kardec


Allan Kardec foi o codificador da doutrina espírita. Ele nasceu a 3 de outubro de 1804, na cidade de Lyon, na França, recebendo o nome de Denizar Hippolyte Léon Rivail. Filho de um jurista, Jean Baptiste Antoine Rivail e de Jeanne Duhamel, sua esposa. O pseudônimo Allan Kardec só viria mais tarde, após saber que numa vida anterior, entre os druídas, tinha este nome. Assim, assinou "O livro dos espíritos", como Allan Kardec, visando dar um cunho impessoal à doutrina dos espíritos.
Foi educado na Suíça, na escola do célebre educador Pestalozzi. Muito inteligente, dedicado, tornou-se um dos mais destacados discípulos do grande orientador. Voltando à França, iniciou sua carreira de educador. Fazia traduções, falava inglês, alemão, italiano, espanhol, tinha conhecimento de grego e latim. Durante 30 anos (de 1824 a 1854) dedicou-se ao ensino. Fundou em Paris uma escola, foi autor de várias obras didáticas, foi premiado em concurso, preparava cursos em colégios e ainda dava cursos particulares e gratuitos.
Aos 50 anos, o professor Rivail era na França um nome respeitado nas letras, no ensino, e na filosofia. Metódico, trabalhador, responsável, com qualidades intelectuais e morais que o credenciavam para a grande missão que em breve iria desempenhar.
Casou-se em 1832 com a professora Amélia Gabrielle Boudet. O casal não deixou descendência.
Em 31 de março de 1869, com 65 anos, Kardec desencarnou como viveu: trabalhando.
No túmulo de Kardec, em Paris, uma inscrição sintetiza a concepção evolucionista da doutrina espírita. "Nascer, morrer, renascer ainda e progredir sem cessar, tal é a lei".
 
Obras Básicas
O livro dos espíritos, publicado em 18 de abril de 1857, é o livro básico da filosofia espírita. Nele estão contidos os princípios fundamentais do espiritismo.
O livro dos médiuns, publicado em janeiro de 1861, é obra básica da ciência espírita.
O evangelho segundo o espiritismo, publicado em abril de 1864, é a obra que oferece a base e o roteiro da religião espírita.
O céu e o inferno, publicado em agosto de 1865, é um estudo em que se explica o simbolismo desses supostos lugares de ventura e sofrimento, de um ponto de vista racional, positivo e conforme a suprema justiça divina, de acordo com o princípio: "a cada um segundo suas obras".
A gênese é publicada em janeiro de 1868, versando sobre os milagres e as predições segundo a doutrina espírita, este é mais um passo no terreno das conseqüências e das aplicações do espiritismo.
Além das obras básicas da codificação (pentateuco Kardequiano), Kardec contribuiu com outros livros básicos de iniciação doutrinária, como: O que é o espiritismo, O principiante espírita. O espiritismo na sua mais simples expressão, Instruções práticas sobre as manifestações espíritas e Obras Póstumas, que foi publicado em 1890, 21 anos após seu desencarne.
A estas obras junta-se a Revista Espírita, lançada em 1º de janeiro de 1858 e que esteve sob sua direção por 12 anos. É também de sua iniciativa a fundação da Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, em 1º de abril de 1858, primeira instituição regularmente constituída com o objetivo de promover estudos que favorecessem o progresso do espiritismo.