Perder a vida, no dizer de JESUS, é passar a encarnação sem proveito algum para o ESPÍRITO, e sendo verdade que ele deve voltar a encarnar, como imperativo da lei divina, logicamente terá de refazer o que de errado fez e fazer o que haja desdenhado. De maneira alguma disse JESUS, que o ESPÍRITO estará perdido para sempre, ao falhar na sua encarnação. O EVANGELHO, tanto o que JESUS deixou quanto aquele que o CONSOLADOR reavivou corrigindo as falhas postas nele pelos homens, a rigor nenhuma condenação eterna tem, mas longa, tanto quanto seja preciso para que o ESPÍRITO se reconheça faltoso e deseje firme e sinceramente conquistar a sua reabilitação.
O CÉU não é cego nem insensível, para que não veja a ignorância, a petulância e o atrevimento e não sinta o que passa no íntimo dos ESPÍRITOS que freqüentam a escola terrena.
A TERRA já foi primitiva, portanto selvagem como selvagens os seus habitantes, classificados trogloditas ou homens das cavernas, entretanto, dos CÉUS desceram inúmeros guias que se vestiram como homens da época e, sobressaindo-se dos demais, falaram de uma vida sem morte para além da morte do homem e que lá o maior será aquele que na TERRA se tenha feito pacificador e o menor de todos. Vários deles foram mortos como perigosos que poderiam contaminar e corromper os demais, pois, os homens daquelas épocas não puderam compreender as luminosas revelações de que aqueles eram portadores. Passaram-se os tempos e os terrenos já haviam armazenado algum, conhecimento. Os Israelitas, por exemplo, já criam num DEUS único, porém, tomaram no cativeiro, outros deuses e cultos a eles, tal como o faziam os Egípcios. Ao passarem, entretanto, pelo Sinai, quando de sua retirada da casa da servidão, dos CÉUS as luzes da LEI divina lhes concedeu os DEZ MANDAMENTOS, que deveriam cumprir e difundir entre todos os homens, até a vinda de JESUS, portador da BOA NOVA, o qual informou que a CANAAN prometida nos CÉUS onde tudo é formoso e eterno e que deve ser conquistada por méritos, por todos os ESPÍRITOS.
E, novamente se fez o que tinha sido feito pelos antigos: condenou-se o EVENGELISTA de DEUS a morte pela crucificação, a forma mais cruel de executar-se um homem! Mas, o EVANGELHO ficou como um oásis no qual todos os ESPÍRITOS pudessem dessedentar-se e descansar à sua sombra, retemperando as energias para o prosseguimento da viagem, fazendo o bem para a conquista da felicidade dos justos, junto a DEUS nas alturas. Algo antes da crucificação, JESUS prometeu o envio de um outro consolador, o qual viria para desfazer os erros interpretativos que os homens poriam no texto do EVANGELHO e mostrar com fatos incontestáveis através da MEDIUNIDADE, como é, em verdade, a vida dos ESPÍRITOS, não mais dando azo a que se interprete mal os informes divinos.
Agora os profetas são todos os ESPÍRITOS que se manifestam, os bons profetizam o bem e a verdade soberana de DEUS, e, os maus profetizam a mentira e, portanto, o mal. Os do bem ensinam tudo quanto sabem sobre a elevação espiritual e a conquista dos CÉUS e os maus tudo fazem para que os incautos percam a vida nos vícios apontados ainda como os SETE PECADOS CAPITAIS pela Igreja antiga. E é aqui que se conjugam as palavras de advertência de JESUS.
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